Senta-se com um ar cansado no banco do jardim…abandona-se agora só, no local onde, com ele, muitas vezes se abandonou aos caprichos do desejo!
Quer estar só! Conseguiu magoá-lo o suficiente para que partisse, sem a deixar de amar.
Ao longo dos anos, o amor dela foi-se habituando a ele, a ela, ao hábito…e para ela isso era sacrilégio…
O banco do jardim onde estava sentada tinha deixado de ser significado de desejo, prazer, loucura…para ser mais um sítio em que se entregava com enfado; ou mesmo saturada.
Tinha um amigo no início, e com um amigo ficou no fim. Tentou mudá-lo à sua imagem; depois percebeu que não devia amar-se a si mesma; não que não fosse importante, mas não significativo quando existe no outro.
Ele foi-se deixando mudar; mas acabou por se arrepender da submissão a que se entregava. De qualquer forma com a esperança de a reconquistar; preparou-lhe uma noite especial.
Com a chave que possuía do seu ninho, entrou e preparou-lhe um manjar… as suas especialidades e os gostos dela estavam lá…temperados com muita ternura…
A lareira acendeu-a ele, escolheu o vinho e esperou-a. Pelo seu sorriso leve, pelo olhar vivo e brilhante com o qual seria brindado.
Como a conhecia…Ela entrou e apesar do passado, abraçou-o. Continuava a sentir-se protegida naqueles braços enormes mas delicados.
O jantar foi como tantos outros, com muitos sorrisos, risos, gargalhadas… com aroma a despedida. Não se atreviam a nomear, identificar ou lutar sequer, porém ambos o sabiam. Queriam preservar o momento, imortalizá-lo, aquele que seria talvez, o último brilho dos seus olhos…
terça-feira, setembro 06, 2005
o último brilho
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segunda-feira, setembro 05, 2005
outros olhares
Fogem dos outros olhares que poderão guardar um sofrimento maior que o pessoal. O egoísmo não os quer encontrar porque podem diminuir a possibilidade de auto-comiseração.
Mas quem os censura? É incerto o resultado: será positivo ou negativo? Ninguém sabe… é uma experiência que adormece o espírito, o olhar, a voz e o sentir…
E a espera mata a vida mais um pouco. É menos um raio de sol; uma brisa; um pássaro; um sorriso familiar; um minuto em paz…
Depois vem o carrinho que tenta aconchegar um pouco o estômago e a alma. O chá como calmante do espírito.
Todos sabem que partilham carimbos; riscos; máquinas; mas os seus são sempre maiores; piores; dolorosos … cada um com o seu; só para si; que mais ninguém quer agarrar…
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domingo, setembro 04, 2005
:::ceia hominus divinus:::
Ao desafio, eles responderam destemidos ... o jantar estava óptimo (nunca duvidámos) ... as caipirinhas fantásticas ... e agora fomos nós as desafiadas ... vai ser dificil equipararmo-nos, mas vamos tentar!!!
Levámos uma tareia com filmes mirabolantes ... e ficam algumas imagens do resto da noite... mas obrigada duros!:)
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sexta-feira, setembro 02, 2005
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com o picadillo e a lasanha deliciosos... a localizacao deste excelente restaurante, vai ser o nosso segredo...ainda bem que nao tem nenhum letreiro na porta sequer... 
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n sabia
in “E dizer-te uma estupidez qualquer, por exemplo, amo-te!”
Ela pensava que ele era um carrossel e saiu a meio da viagem...os anos passaram e ele tornou-se um comboio que ela quer apanhar mas ele já passou há muito... ela não sabia que a saida dela do carrossel levaria a essa transformação...
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[...]
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fotografias...
- Guardas isso porquê?
- Para me lembrar…
- Da traição?
- Não! Para me lembrar do que não é a amizade…
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Só isso...
O J. passa muito tempo sozinho, por isso faz disparates e não estuda. E diz:
- “Eu gostava de ser um bocadinho pobre…assim os meus pais não trabalhavam tanto e passavam mais tempo comigo.”
E o que é isso de ser “um bocadinho pobre”, perguntei-lhe.
- “É não ir a Cuba e à neve e não ter Playstation2 e DVD no quarto, nem ir ao futebol e à natação… Gostava de conversar e que me dessem mais abraços…Só isso!”
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