terça-feira, dezembro 05, 2006

q belo presente...

"E quando alguém nos abraça, o pássaro da alma
Que mora no fundo, bem lá no fundo do nosso corpo,
Começa a crescer a crescer,
Até encher quase todo o espaço dentro de nós,
Tão bom é para ele o abraço."

in O Pássaro da Alma, Michal Snunit


Obrigada minha linda...gostei mesmo...

...

as paragens inesperadas são as que sabem melhor...
para descansar...
para vegetar a tarde toda a ouvir a chuva...
para fazer um bolo da cuca delicioso e acompanhá-lo com chá bem quente...
está a apetecer-me pegar nas agulhas para acabar um cachecol...
lã...aqui vou eu!Pode ser q as costas amanhã não se manifestem tanto!

PS - que devia vir como título...Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!Sabe bem receber noticias como a de hoje ao almoço...força lindos!Vai correr tudo bem...

sábado, novembro 04, 2006

"faz a tua parte da paz"

hoje lembrei-me deles...
Por um cartaz numa parede...
Conheci-os há qualquer coisa como cinco anos...
Miudos novos, com um ideal em distribuição, à beira da estrada...
A escolha de um simples caminho levou-nos a eles...
distribuíam autocolantes para apelar à presença num concerto...

... "faz a tua parte da paz"...

Mensagem ambígua à qual achámos piada...
rimo-nos...questionámo-nos...
mas acabámos por passar um fantástico fim de semana com novos amigos...
Mais tarde viríamos a apresentar um deles à actual mulher...
possivelmente iriam conhecer-se sem a nossa ajuda (mesmo vivendo cada um numa ponta do país)...
mas a probabilidade era menor de certeza...
eles eram iguais e tinham de se conhecer...
fazia realmente impressão a total semelhança...

Agora sei...eles já se conheciam! :) não há realmente coincidências!!!

Beijinhos D e I, casadinhos há pouco mais de 1 mês

quarta-feira, novembro 01, 2006

wok...

adoro cozinhar...
experimentar receitas, ou inventá-las...
para os amigos ou para mim...
Agora tenho um novo brinquedo que estava guardado desde o Natal passado à espera de ser estreado...
Uma wok...
mais saudavel, mais rápida e paparoca mais colorida!
Hoje saiu de lá uma massa de arroz com frango, cogumelos chineses, molho de ostra e sementes de sésamo...
Muito bom e muito fácil!
se quiserem a receita é só pedir...
Agora para acabar chá de menta marroquino...
Bom feriado!:)

segunda-feira, outubro 16, 2006

Paz

Serenidade
Tranquilidade
Eu sei!
Obrigada

sexta-feira, outubro 13, 2006

ausência

Não foi forçada, nem deixou de ser...Apenas não me apetecia escrever...
Não tinha muito para dizer...Ou se calhar teria demais...
Os últimos meses não têm sido Tranquilos...
Muitas mudanças ...
Nesta fase dificil, muitos foram os que ajudaram à mudança... vi-me a quebrar em momentos inesperados...vi-me ajudada por AMIGOS e AMIGAS (de há muito e fresquinhos) fantásticos que me fizeram voltar a acreditar...
Mudei...mudei muito...
Na forma de ver as coisas, as pessoas, de acreditar, de perceber...de VIVER ...
Já não tenho medo!Apesar de por vezes ainda me sentir confusa...
Decisões tomadas, há que assumi-las e seguir em frente...
Vou embarcar numa aventura de crescimento sem olhar para trás...
Acredito em mim e sei que vou conseguir!

sexta-feira, julho 28, 2006

"hoje invisivel...amanhã serei um nada"

As notícias apanham-nos assim...desprevenidas...
-"Sabes quem é a S.?"
-" Sei. Era uma do meu ano e muita amiga da S., da H., da A. e da R., nós só estavamos juntas nas festas!"
-"Está a fazer quimioterapia ... Cancro da mama...fase terminal!"
Mas ela só tem 27 ou 28 anos... incredulidade...o auto-exame não é prescindível...é essencial!
Tenho de acordar do limbo em que estou... para viver e aproveitar o pouco que me queixo ter... tenho a sorte de ter saúde! Sinto-me só, mas tenho de aproveitar o meu tempo e o tempo das poucas pessoas que me rodeiam...os meus amigos que se têm revelado muito presentes nos últimos meses! obrigada a todos.
espero que corra tudo bem contigo S.
Para mim... Agora ...viver cada dia como se fosse o último!

sábado, julho 15, 2006

Carolina

até que enfim boas notícias...

Já nasceu uma bela menina de nome Carolina...
Parabéns papás lindos...


"há 2 semanas ainda estava aqui numa festinha, dentro da barriguinha da minha mamã"!

"i can love
but I need his heart
i am strong even on my own
but from him I never want to part"
lamb - "Gabriel" in what sound

AUSÊNCIA
Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.
Sophia de Mello Breyner Andresen
hoje
queria ter-te dado a mão
não podia
não me estendes a tua

quarta-feira, julho 05, 2006

A Hora da Partida

A hora da partida soa quando
Escurecem o jardim e o vento passa,
Estala o chão e as portas batem, quando
A noite cada nó em si deslaça.
A hora da partida soa quando
As árvores parecem inspiradas
Como se tudo nelas germinasse.

Soa quando no fundo dos espelhos
Me é estranha e longínqua a minha face
E de mim se desprende a minha vida.


Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, junho 18, 2006

04:30 sábado à noite rotunda praia da areia branca

8 carros da bt (dois em cada saída)...tudo pára...

GNR : - (...)"consumiu alcoól nas últimas horas?"

penso...(humm...jogo de portugal...jantar mexicano...noite em peniche com amigos...)

eu: - "hummm...há umas 3 horas que não bebo..."

GNR : - "vai fazer um teste de alcoolemia..."

eu: - "sim senhor..."

GNR: - "0.00 ... pode seguir...obrigada e boa noite" (com ar muito desiludido...mesmo)...


Não sei quantos condutores "felizes" apanharam... mas até foi engraçado ver e ouvir "0.00"
"se beberem...peçam boleia"

quinta-feira, junho 15, 2006

belo dia!

Ora bem...
  • fechada em casa a fazer relatórios...
  • desde não sei bem quando sem rede no telemóvel, nem placa de internet...
  • folgas e compromissos há muito agendados desmarcados...
  • o chefe a tomar café na esplanada enquanto eu fui abastecer de cafeína e nicotina para continuar a queimar a pestana a um feriado...
  • São 4 da tarde e parecem 9 da noite...
  • a trovoada não pára...
  • Não sei se terei electricidade por muito mais tempo...
  • Jackie Chan pela enésima vez na TV...
  • Faço o teste do José Cid e dá isto...


"Você é A Cabana
você é o típico melancólico, que gosta de pensar e repensar na vida. Romântico, adora cenários intimistas e pela-se pela doce amargura de um coração partido."

"Na cabana
Junto à praia
Entre as dunas e os canaviais
Só o vento
E o mar
E as gaivotas
Falam desse amor"

Isto Promete ser um Belo dia!!!!

sábado, junho 10, 2006

feeling like ...

Oh brother I can’t, I can't get through
I've been trying hard to reach you 'cause I don't know what to do
Oh brother I can't believe it's true
I'm so scared about the future and I wanna talk to you
Oh I wanna talk to you

You can take a picture of something you see
In the future where will I be?
You can climb a ladder up to the sun
Or a write a song nobody has sung or do
Something that's never been done

Are you lost or incomplete?
Do you feel like a puzzle, you can't find your missing piece?
Tell me how do you feel?
Well I feel like they're talking in a language I don't speak
And they’re talking it to me

So you take a picture of something you see
In the future where will I be?
You can climb a ladder up to the sun
Or a write a song nobody has sung or do
Something that's never been done, do
Something that's never been done

So you don't know where you're going and you wanna talk
And you feel like you're going where you've been before
You tell anyone who'll listen but you feel ignored
Nothing's really making any sense at all, let's talk
Let's talk, let's talk, let's talk

Coldplay - X & Y - Talk

segunda-feira, junho 05, 2006

Ah pois é!

sexta-feira, junho 02, 2006

Guia

Não esperávamos e por isso custa ainda mais...
Ninguém estava preparado ...
A semana passada vendias saúde... e celebravas...Esta noite, o telefone a tocar só podia trazer más notícias...

Sempre me trataste por Nê ou por Miga, oferecias-nos "pombinhos para canjinha da mana", a minha avó e com a tua energia punhas tudo a mexer...vai ser dificíl para a Tia J. (muito dificil mesmo), para a L., para o Ti. e para o To. Mas cá estaremos para te ajudar a tomar conta deles...
Porque tenho a certeza que estarás sempre por nós, onde quer que estejas agora...Por agora, choro a sós para amanhã poder ter força...

Até já "Ti Guia"

segunda-feira, maio 29, 2006

:::Não se perdeu nenhuma coisa em mim:::

Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.



Sophia de Mello Breyner Andresen

sábado, maio 27, 2006

...


"A vida vai torta,
jamais se endireita,
o azar persegue
e esconde-se à espreita..."
Circo de feras - Xutos e Pontapés

quarta-feira, maio 24, 2006

::: Será? :::

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas.Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber.Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banançides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?O amor é uma coisa, a vida é outra.O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos.Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. é uma questão de azar.O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra.A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente.O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.O amor é uma coisa, a vida é outra.A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.Não se pode ceder. Não se pode resistir.A vida é uma coisa, o amor é outra.A vida dura a Vida inteira, o amor não.Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Miguel Esteves Cardoso in Expresso

segunda-feira, maio 22, 2006

:: rever ::parte II ::

Acho que esta música ainda consegue ser mais brutal que IRIS dos Goo Goo Doolls...na "Cidade dos Anjos"...

"spend all your time waiting
for that second chance
for a break that would make it okay
there's always one reason
to feel not good enough
and it's hard at the end of the day
I need some distraction
oh beautiful release
memory seeps from my veins
let me be empty
and weightless and maybe
I'll find some peace tonight
in the arms of an angel
fly away from here
from this dark cold hotel room
and the endlessness that you fear
you are pulled from the wreckage
of your silent reverie
you're in the arms of the angel
may you find some comfort there
so tired of the straight line
and everywhere you turn
there's vultures and thieves at your back
and the storm keeps on twisting
you keep on building the lie
that you make up for all that you lack
it don't make no difference
escaping one last time
it's easier to believe in this sweet madness oh
this glorious sadness that brings me to my knees
in the arms of an angel
fly away from here
from this dark cold hotel room
and the endlessness that you fear
you are pulled from the wreckage
of your silent reverie
you're in the arms of the angel
may you find some comfort there
you're in the arms of the angel
may you find some comfort here"
Angel - Sarah Mclachlan
Surfacing (1997) Mirrorball (1999)